JP Sá Couto: rescisão de contrato estatal sem impacto nas contas
A JP Sá Couto garantiu hoje que a rescisão de um contrato de investimento no valor de 10,9 milhões de euros não influencia as contas da empresa e adiantou que os seus projetos estão concentrados na exportação.
O Governo anunciou hoje a rescisão do contrato de investimento para a construção de uma fábrica de equipamento informático, situada em Matosinhos, alegando que a empresa falhou a execução do projeto nos prazos definidos e não tem condições de financiamento.
Numa nota enviada a Lusa, a JP Sá Couto esclarece que já conhecia a decisão e que esta “decorre do mero facto de o projeto não ter começado”, situação que aconteceu com outras empresas “que se viram impedidas de concretizar os investimentos previstos e contratados no âmbito do QREN”.
A empresa fabricante dos computadores Magalhães acrescenta que a decisão “não tem influência nas contas da companhia, que não recebeu qualquer montante – a título de adiantamento, reembolso ou outra forma de incentivo – ou qualquer benefício fiscal por conta do projeto”.
A JP Sá Couto salienta ainda que “decidiu concentrar os seus projetos na exportação e em outros mercados, o que condicionou, naturalmente, os seus investimentos” e dá como exemplo a América Latina.
Hoje mesmo a empresa divulgou um acordo de cooperação com a Telefónica para promover projetos digitais de educação nos principais mercados latino-americanos.
“A parceria entre ambas visa criar condições para uma educação abrangente e completa, baseada em infraestruturas de comunicação fornecidas pela Telefónica, e equipamentos produzidos pela JP Sá Couto, os computadores Magalhães, projetados especialmente para uso em salas de aula”, adiantou.
Apesar da rescisão, “e porque quer continuar a crescer dentro do seu próprio país”, a JP Sá Couto admite avançar com a construção de uma nova fábrica que incluirá um centro de excelência e estudo das Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) na Educação.
Diário Digital com Lusa
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