Ministério da Justiça poupou 6 M€ com rescisão de arrendamentos e renegociação de rendas
O Ministério da Justiça já poupou cerca de seis milhões de euros com a rescisão de mais de 70 contratos de arrendamento e com a renegociação de rendas, disse hoje o secretário de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos.
"Neste primeiro ano já rescindimos
mais de 70 contratos de arrendamento,
no valor de 4,7 milhões de euros e já
renegociámos rendas de mais de 100
contratos no valor superior a 1,2
milhões, pelo que já estamos próximo
dos seis milhões de euros de redução
anual com valores das rendas e vamos
continuar neste processo", disse o
secretário de Estado da Administração
Patrimonial e Equipamentos do
Ministério da Justiça, Fernando Santo,
no âmbito do primeiro dia de uma
visita oficial à Madeira, que termina
quarta-feira.
Falando após
visitar o edifício do Palácio da
Justiça, no Funchal, onde funciona
também a Polícia Judiciária, o
governante adiantou que "o objetivo é
que Estado vá pagando cada vez menos
rendas, recuperando edifícios e
verificando onde estão edifícios
devolutos que possam, na esfera do
Estado, ser usados de outra
maneira".
"O Ministério da
Justiça tem tido a política de
procurar edifícios públicos que possam
vir a receber os serviços do
Ministério da Justiça, eliminando o
mais possível as rendas", sublinhou
Fernando Santo.
Segundo o
secretário de Estado, o objetivo
é "conseguir otimizar as áreas
colocando mais serviços em melhores
condições do que estavam antes, ou
arrendando, em condições mais
vantajosas outros edifícios para
rescindir outros
contratos".
Considerou que
este é "um processo gradual e
evolutivo", sendo preciso "encontrar
soluções mais duradoras, para que o
Estado fique com o seu património
qualificado, com menores custos e
melhores condições de
trabalho".
Fernando Santo
visitou oficialmente o tribunal de
Santa Cruz, o Estabelecimento
Prisional do Funchal, Palácio da
Justiça, onde também funciona a PJ
para "verificar as situações em que as
pessoas trabalham, as carências e
deficiências das áreas visitadas",
cujos problemas irá agora
analisar.
O programa da
visita incluiu também um almoço com o
presidente do Governo Regional da
Madeira, Alberto João Jardim, e um
encontro com o presidente da Câmara do
Funchal, Miguel
Albuquerque.
"Apraz-me
registar que quer dos autarcas, quer
do Governo Regional da Madeira e dos
Açores sempre encontrei maior
recetividade para aquilo que têm sido
as opções do Ministério da Justiça e
só conseguimos encontrar soluções com
a partilha de responsabilidades e
apoio das entidades que no local,
porque conhecem melhor que ninguém os
problemas",
concluiu.
Diário Digital
com Lusa
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