30-06-2012 às 13:07

Espanha também aumenta tarifas de gás e de eletricidade no domingo

Os preços regulados do gás e da eletricidade em Espanha irão sofrer aumentos a partir de domingo, à semelhança do que acontece em Portugal, após a revisão trimestral feita pelo Governo espanhol.

Segundo a EFE, a tarifa regulada - chamada de último recurso - na eletricidade,  com cerca de 20 milhões de consumidores, vai subir a partir de domingo 3,95  por cento em média, enquanto no gás natural o aumento será de 2,26 por cento.

Em Portugal, a tarifa de gás para os pequenos consumidores irá aumentar  6,9 por cento até ao final do ano e manter-se inalterada na eletricidade  até 31 de dezembro. Embora o aumento do gás natural em Espanha seja menor do que em Portugal,  não se pode fazer uma comparação direta porque há já algum tempo que os  espanhóis fazem revisões trimestrais da tarifa regulada.  

Enquanto em Portugal haverá este ano um aumento de 6,9 por cento, em  Espanha já se fizeram três revisões de tarifas em 2012: em janeiro subiu  0,5 por cento, em abril a tarifa agravou-se em 5 por cento e em julho aumentou  mais 2,26 por cento. 

Em Espanha há 7,2 milhões de clientes de gás natural, dos quais 4,7  milhões estão no mercado livre e 2,5 milhões na tarifa regulada. Na eletricidade,  a maioria dos consumidores domésticos e PME, cerca de 20 milhões de clientes,  estão no mercado regulado. 

Para além de um aumento de 3,95 por cento a partir de domingo, a tarifa  de eletricidade em Espanha já tinha sofrido uma revisão em abril de mais  sete por cento, sendo que em Portugal houve um único aumento de quatro por  cento, uma situação que acabará a 01 de janeiro de 2013 quando a entidade  reguladora iniciar revisões trimestrais à semelhança de Espanha.  Sobre a fixação dos preços regulados pende um défice tarifário (diferença  gerada entre os custos do sistema e as receitas geradas) superior a 25.000  milhões de euros. Em Portugal, esse valor é de 3.000 milhões de euros. 

Para acabar com o défice tarifário, o Governo de Mariano Rajoy aprovou  uma série de medidas em março, que inclui cortes nas rendas e iniciativas  fiscais, à semelhança de Portugal, com a diferença de que no nosso país  é imposto pelo memorando assinado com a 'troika' (Fundo Monetário Internacional,  Comissão Europeia e Banco Central Europeu). 

Diário Digital com Lusa

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