05-03-2013 às 20:24

Governo diz que «urge potenciar» capacidade agrícola, turística e industrial do Alentejo

O secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques, afirmou hoje que “urge potenciar” a capacidade agrícola, turística e industrial do Alentejo no âmbito do próximo quadro de fundos comunitários.

“Não quer dizer que não existam ainda algumas infraestruturas que têm que ser feitas. Agora, o Alentejo tem um pendor agrícola extremamente forte que urge potenciar, tem um pendor turístico extremamente forte que também urge potenciar”, afirmou.

A juntar a esse potencial, acrescentou o secretário de Estado, está ainda a capacidade da região para produtos endógenos capazes de serem exportados e a vertente industrial: “Em bom rigor, o Alentejo já tem hoje algumas infraestruturas industriais” e é preciso “puxar por elas”.

Estas são algumas das prioridades a que o Alentejo deve estar atento na preparação do seu plano de ação regional para o quadro de apoios comunitários para o período entre 2014 e 2020, realçou Almeida Henriques.

Dinheiro Digital com Lusa

O secretário de Estado falava aos jornalistas após presidir ao encerramento da conferência “Plano de Ação Regional Alentejo 2020”, que decorreu hoje em Évora, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

Segundo o governante, muitas vezes, de forma errada, espera-se “que apareça o tal grande investimento que vai permitir criar centenas de postos de trabalho".

“Dificilmente se consegue captar hoje um investimento que crie logo centenas de postos de trabalho. Temos é que ir captando os diferentes investimentos que criam 10, 20 ou 40 postos de trabalho”, cujo “somatório conflui, exatamente, para essa lógica de crescimento”, defendeu.

Almeida Henriques lembrou que, desde que este Governo tomou posse, o Alentejo deixou de ser “a região do país mais atrasada” na execução dos fundos comunitários, tendo conseguido dar “um grande salto” nessa matéria.

Neste período de preparação do novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), “a grande preocupação” é delinear “uma boa estratégia” para a região, mas esta não pode ser “o somatório de diferentes estratégias, como no passado”, alertou.

“As autarquias, a universidade, as empresas faziam, cada uma, a sua própria estratégia e nada disto confluía”, criticou, exortando os atores regionais a estabelecerem um plano de ação que seja o resultado dos diferentes contributos.

Depois, sublinhou, passada a fase dos projetos ligados sobretudo as infraestruturas básicas (por exemplo de saneamento) e os equipamentos complementares (como piscinas ou centros de Saúde), é altura de o Alentejo promover projetos que gerem riqueza para permitir a fixação de pessoas.

Comentários

PUB

Mercados

PSI-20

5.762,53 (-1,03%)

powered by Infobolsa.pt

Maiores Subidas e Descidas

  • BPI 1,57 0,32%
  • IPR 1,32 0,30%
  • EGL 4,94 0,22%
  • BCP 0,10 -5,19%
  • SON 1,16 -1,87%
  • SEM 10,42 -1,65%

Ver todas as cotações

Mercados Externos (Cotação / % Variação)

PUB